Participe do 8º Simpósio Internacional do Centro de Estudos Humanistas

Símbolo do Centro Mundial de Estudos Humanistas

8º Simpósio do Centro Mundial de Estudos Humanistas

 

O Centro Mundial de Estudos Humanistas (CMEH) está organizando o 8º Simpósio Internacional e está com as inscrições abertas. O CMEH é um organismo do Movimento Humanista e atua desde a perspectiva da criação de novas formulações que contemplem o ser humano como valor e preocupação central.

O CMHE  “é uma organização dedicada ao estudo, investigação e difusão do pensamento e visão do Humanismo Universalista e sua aplicação aos problemas da sociedade e da ciência atuais. Promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento acima das limitações impostas ao saber por preconceitos aceitos como verdades absolutas e imutáveis, promovendo o pensamento estrutural, dinâmico, relacional e crítico.”

O evento é internacional, gratuito e aberto, vai acontecer nos dias 17, 18 e 19 de abril de 2021. Poucas são as premissas e não propor, defender ou instigar nenhuma forma de violência ou discriminação e opor-se a toda forma de violência são os dois únicos critérios. Para inscrever-se vc pode acessar a pagina do evento aqui (http://2021.worldsymposium.org/pt/registration).

O Centro Mundial de Estudos Humanistas você pode conhecer aqui: http://2021.worldsymposium.org/pt/about-us

Veja a entrevista que Daniel León deu a Pressenza, León é membro da Equipe Organizadora do Simpósio: https://www.pressenza.com/pt-pt/2021/04/centro-mundial-de-estud-os-humanistas-organiza-seu-8-simposio-um-novo-humanismo-para-um-mundo-novo-intercambios-plurais-a-partir-de-um-mundo-em-crise/

A seguir você verá o Enquadramento do Simpósio..

Para ver os conteúdos sobre Humanização e Não Violência nas Escolas clique aqui: Conteúdos

 

Enquadramento do 8º Simpósio Internacional do Centro Mundial de Estudos Humanistas.

 

Símbolo do Centro Mundial de Estudos Humanistas

Segundo um conjunto de crenças que nos tem sido inculcado, graças ao dinheiro ou a uma versão mais atualizada do mesmo todos os problemas do planeta seriam solucionados. Bastava acreditar nele e os sofrimentos e dores da humanidade seriam finalmente derrotados. De acordo com isto, o dinheiro seria o único que valeria a pena perseguir. O modelo que se propunha garantia supostamente boa comida, roupa da moda, lares agradáveis, viagens, lazeres, etc. Sobretudo, o dinheiro dispararia o progresso tecnológico, libertando-nos da insana necessidade de ter que pensar no sentido da vida, na velhice, nas doenças ou no estranho sentimento de solidão e finitude que de repente nos apanha, inclusivamente nos dias soalheiros.

Bastava ter fé no sistema e brevemente todos seríamos felizes executivos, desenfreados, competitivos, eficientes e pragmáticos. Que essas promessas e teorias fossem desonestas ou de má fé, ninguém pode duvidar agora. Hoje, até o discípulo mais fervoroso repete aquelas palavras de ordem do passado com esse ritualismo vazio e pomposo próprio dos momentos de decadência.

Aquela miragem foi nefasta não somente porque produziu, contrariamente ao prometido, a maior concentração de poder que a História jamais conheceu, mas também porque coisificou, degradou e diminuiu o valor do ser humano, reduzindo-o à condição de simples epifenômeno no fluir da História. A apropriação do todo social por uma parte do mesmo tem sido uma forma de violência e essa violência está na base de toda a contradição e de todo o sofrimento humano. A violência sempre se manifesta como despojamento da intencionalidade do outro e, certamente, da sua liberdade.

Aquele ridículo projeto contaminou todas as áreas do conhecimento, desde a filosofia à religião, à arte, à ciência e à tecnologia, dando-nos uma visão determinista, limitada e alienante do fenómeno humano. Permitiu o avanço do niilismo, do ressentimento, do fanatismo, da negação da vida e do culto do suicídio. Expôs-nos ao risco de massacres nucleares, à presença constante de guerras e conflitos e propiciou a destruição do ecossistema, não somente no sentido ambiental, mas também no sentido social do termo.

A manipulação ultrapassou os limites da propaganda estatal e tornou-se tão subtil que a verdadeira face do anti-humanismo discriminatório e violento se esconde amiúde atrás das vozes aparentes da dissidência.

Estamos numa crise global profunda que não é somente uma crise sanitária, económica ou ambiental, mas sim uma crise de valores, de intangíveis que priorizam o interesse de uns poucos em relação ao interesse geral e a luta pelo poder de alguns em relação ao trabalho pelo bem comum. O pior é que nada indicia que este estado das coisas vá diminuir, já que tudo sugere o contrário.

No entanto, é precisamente nestes momentos, como já sucedeu noutras épocas da História, que muitos de nós começamos a falar de humanismo, de um novo Humanismo. Certamente há quem fale disto como se se tratasse de meras regras de convivência, mas o humanismo é muito mais do que isso. O Humanismo é a expressão das mais profundas aspirações do ser humano e tem feito a sua aparição em diferentes âmbitos geográficos e em distintos momentos da História. Uma possível interpretação do mesmo está definida pelos pontos seguintes, que se expõem para a sua consideração e discussão:

6 Pontos básicos do Humanismo:

 

  • Afirmação da consciência como entidade ativa e criadora, em contraposição com as posturas que consideram a consciência como simples “reflexo” das condições objetivas. A consciência humana não é passiva, mas sim transformadora da realidade.
  • Historicidade do ser humano e das suas produções. Concepção do ser humano não como um simples ser natural, mas sim como um ser histórico e social.
  • Abertura do ser humano ao mundo, resolvendo antigas dicotomias entre indivíduo e sociedade, subjetividade e objetividade. Cada ser humano constitui-se num meio social, mas é capaz de transcender o condicionamento recebido para imaginar o surgimento de um novo ser humano num mundo melhor.
  • Fundamentação da ação e da ética a partir do ser humano considerado como valor central e não de outras instâncias pretensamente superiores, como poderiam ser a divindade, a nação, os sistemas políticos, etc.
  • Rejeição de todas as formas de violência: física, económica, racial, religiosa, sexual, psicológica, etc., e reconhecimento de uma única metodologia possível de ação: a não-violência ativa.**

Na situação atual, o Novo Humanismo não faz proclamações apocalípticas, antes assume a tarefa de assinalar um caminho de superação diante desta crise generalizada da civilização. O humanismo, baseado na liberdade de escolha, possui a única ética válida do momento atual, uma ética social da liberdade que é um compromisso querido de luta, não somente contra as condições que produzem a cada um dor e sofrimento, mas sim que os produzem aos outros. Por último, o ser humano deve reclamar também o seu direito à subjetividade, a perguntar-se pelo sentido da vida e a praticar e predicar publicamente as suas ideias e a sua religiosidade ou irreligiosidade.

Chegou, então, o momento de unir a força, o coração e a inteligência de todos os humanistas do mundo para dar origem a uma Nação Humana Universal.

Por estas razões e com este espírito convidamos-te a participar no Oitavo Simpósio Internacional do Centro Mundial de Estudos Humanista. Queremos apoiar este projeto, criando um momento de reflexão, intercâmbio de opiniões e exposições entre académicos, investigadores e ativistas, para construir uma nova imagem de futuro para o destino da humanidade.

Caso tenha se interessada(o) pelo Centro de Estudos Humanistas, este organismo do Movimento Humanista, pode assistir este pequeno vídeo a seguir:

Obs: o vídeo está em Espanhol, mas esta claro e com linguagem simples de ser compreendida.

 

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1 comentário em “Participe do 8º Simpósio Internacional do Centro de Estudos Humanistas”

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